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terça-feira, 1 de março de 2011

Cientistas estudam forma de purificar água em situações de emergência

Estadao.com.br

Desastres como enchentes, tsunamis e terremotos muitas vezes resultam na propagação de doenças como a gastroenterite, giardíase e até mesmo a cólera por causa de uma escassez imediata de água potável. Agora, pesquisadores da área de química da Universidade McGill, deram um passo fundamental para fazer um filtro de papel, barato e portátil, revestido com nanopartículas de prata para ser utilizado nestes contextos de emergência em um estudo publicado recentemente no Journal of Environmental Science & Technology.

Divulgação
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Imagem mostra funcionamento do filtro com água contaminada com bactéria

Segundo o professor Derek Gray, do Departamento de Química da Universidade McGill, a para tem sido usada a muito tempo para purificar a água. Entretanto, o metal, utilizado para combater bactérias, nunca havia sido usado de maneira sistemática para limpar a água.
A equipe do professor revestiu com 5,5 mm de espessura folhas de papel absorvente poroso do tamanho de uma mão com nanopartículas de prata e, em seguida, derramou bactérias vivas nele. Através de um microscópio eletrônico, o cientista pôde ver pontos de prata no papel. Segundo ele, as nanopartículas de prata ficam no papel mesmo quando a água contaminada passa. O experimento mostrou que mesmo quando o papel contém uma pequena quantidade de prata (5,9 mg de prata por grama seca do papel), o filtro é capaz de matar quase todas as bactérias e produzir água que atenda aos padrões estabelecidos pela Agência de Proteção Ambiental Americana (EPA).
O filtro não é visto como um sistema rotineiro de purificação de água, mas como uma forma de prestação de assistência rápida e em pequena escala em situações de emergência. Gray disse que o sistema funcionou bem no laboratório, mas precisa ser testado em campo".



quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Em quem acreditar?




Pesquisadores da USP encontraram na análise do fundo das represas Billings e Guarapiranga metais pesados, como: chumbo, cobre, níquel e zinco, entre outros provenientes do esgoto jogado “in natura”
.
Diante de tudo isso me coloco a pensar e comparo essa situação deplorável com a imagem feita pelos atuais governantes deste estado, e deste país, ao passarem seus maravilhosos feitos no horário político de cada dia. Cadê o progresso tão falado por Lula? Por que não foi suprido o que é de mais primordial na urbanização - a captação e o tratamento de esgoto????? Isso não faz parte do progresso?  Ou será que eles fazem isso para se iludirem??? 

 A Secretaria de Habitação afirmou que cerca de 1 milhão de pessoas vivem em áreas de preservação na Billings e Guarapiranga, ainda. Historia antiga que não foi resolvida!
A falta de coleta de esgoto é o principal problema de saneamento, segundo o IBGE. Mais da metade dos domicílios recorre a fossas sépticas, valas a céu aberto ou lança o esgoto em cursos d’água. Isso mostra o descaso com o povo, mas o povo ingênuo continua a tirar o chapéu para as mesmas figuras. Fazer o quê, pergunto? A única resposta que não concordo é votar em TIRIRICA!

Voltando ao solo contaminado dos mananciais, responsável pela contaminação da água distribuída, temos que lembrar que a partir deles são abastecidas 4,5 milhões de pessoas na capital e na Grande São Paulo. Será que você está entre os sortudos que recebem na sua casa essa água com um “plus” a mais?

Em alguns trechos desses reservatórios foram detectados uma quantidade de cobre 30 vezes maior que o recomendado por agências internacionais de saúde
 Segundo estes mesmos pesquisadores, esta contaminação pode comprometer a qualidade da água e consequentemente colocar em risco a saúde de quem a bebe, causando náuseas, dores de cabeça e irritações na pele e nas mucosas, e a longo prazo poderá diminuir a fertilidade, provocar defeitos congênitos e surgimento de câncer.

A SABESP nega todo esse risco de intoxicação humana com os metais pesados. A companhia diz monitorar a evolução da concentração dos metais nos mananciais utilizados para abastecimento”, sem detectar nenhum risco à saúde da população. A remoção de metais pesados é efetuada durante o processo de sedimentação, onde, através da elevação do pH, ocorre a precipitação dos mesmos nas unidades de decantação”, diz nota da Sabesp. Segundo a companhia, caso sejam detectados metais em concentração de risco, “uma anomalia é apontada no relatório da Vigilância Sanitária e são tomadas as ações corretivas”.
“Os padrões e limites de potabilidade para qualidade da água destinada ao abastecimento são estabelecidos a partir de critérios rigorosos e anos de pesquisa, inclusive toxicológica”, informa a nota.
A Sabesp diz que as oito estações de tratamento da capital seguem a legislação nacional, contemplando parâmetros e critérios de potabilidade de portaria do Ministério da Saúde. 

E agora, devemos chegar a qual veredito final? Tomar ou não tomar essa água? Se prevenir ou pagar para ver? Difícil, né? A escolha feita hoje poderá sair muito cara amanhã.

Érica Sena