segunda-feira, 25 de julho de 2011

Vítimas de intoxicação por cloro processam a Braskem!


Moradores foram afetados por vazamento da petroquímica em Alagoas213 pessoas foram à Justiça após acidente em maio; adolescente foi parar na UTI e ainda faz 3 inalações diárias.

ELIANE TRINDADE ENVIADA ESPECIAL A MACEIÓ - FSP

 Menos de dois meses após o vazamento na fábrica de cloro da Braskem em Maceió (AL), teve início no último dia 4 uma batalha judicial que envolve 213 vítimas da inalação do produto tóxico.Ao longo do mês, já foram ajuizadas 11 ações contra a petroquímica.São processos em que moradores das regiões afetadas -Sítio Recreio e praça Pingo D'Água, no bairro Trapiche da Barra- pretendem responsabilizar a Braskem, gigante do ramo com receita líquida de R$ 24,4 bilhões, por danos morais e/ou materiais."Houve omissão da empresa no atendimento aos moradores, em sua maioria gente necessitada", afirma Luiz Roberto de Arruda Sampaio, advogado das vítimas.A Braskem ainda não foi notificada. "Não temos conhecimento oficial das ações", afirma Milton Pradines, gerente de relações institucionais da empresa. "Na noite do vazamento, não havia 200 hospitalizados."Entre os casos que foram parar na Justiça estão o da aposentada Luzinete Santos, 65, e de sua neta Ana Paula Elias, 15, moradoras do conjunto habitacional Virgem dos Pobres 3, no Trapiche.Desde a noite de 21 de maio, quando a área foi tragada por uma nuvem de cloro, a família diz empreender uma via crucis por hospitais.A adolescente relata sequelas de pneumotite, espécie de pneumonia química. Ainda faz três inalações diárias para combater a falta de ar e os chiados no peito.Ana Paula conta que inalou por mais tempo o gás venenoso por ter cochilado enquanto estudava. Quando acordou, desmaiou tentando escapar do nevoeiro tóxico que invadiu a casa.Ela e a avó foram levadas por vizinhos para o HGE (Hospital Geral do Estado), onde 129 vítimas deram entrada naquela noite.Segundo boletim da Secretaria de Saúde de Alagoas, os pacientes apresentavam falta de ar, mal-estar, vômito, desmaios, tosse e cansaço.Ana Paula tomou oxigênio, fez nebulização e foi mandada pra casa. Voltou ao pronto-socorro quatro vezes naquela noite até ser internada. Teve alta no dia seguinte.Três dias após o acidente, um médico da Braskem avaliou Ana Paula e a encaminhou a um hospital particular, o Arthur Ramos.Ela passou cinco dias na UTI e outros três internada, por conta da Braskem."O caso da Ana Paula é uma questão mais psicológica", afirma Pradines.A dona de casa Alzira Campos, 37, foi atendida por médicos da Marinha cinco dias após o acidente. "Fiquei roxa, sem ar, com tosse e dor de cabeça que não passava."Ela, o marido e uma filha vivem no barraco no "Papódromo" erguido para a visita do papa João Paulo 2.Mais adiante, em uma zona conhecida como Sítio do Recreio, estão 40 barracos que ocupam os fundos do terreno da Braskem.Maria José Oliveira, 30, mora ali com o marido pescador e duas filhas. Espera que a Braskem resolva a situação sem precisar entrar na Justiça. "Não quero processar ninguém. A fábrica tem obrigação de dar assistência."

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ibama flagra desmatamento com agrotóxico no Amazonas.


O Ibama apreendeu na sexta-feira (17) quatro toneladas de agrotóxicos que seriam utilizados para desmatar 3.000 hectares de floresta nativa da União em Novo Aripuanã, sul do Amazonas.
O único registro de uso de agrotóxico em desmatamentos no Estado ocorreu em 1999. Durante um sobrevoo, fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) encontraram uma área de 250 hectares, no município de Boca do Acre, já destruída por ação do veneno Tordon 2,4 D.
Pulverizados sobre a floresta, os agrotóxicos têm o poder de desfolhar as árvores.
“A floresta vira um grande paliteiro, facilitando o desmatamento. É o mesmo processo usado pelo Exército norte-americano para encontrar os vietnamitas na Guerra do Vietnã”, disse o superintendente do Ibama no Amazonas, Mário Lúcio Reis.
Operação - Os fiscais do Ibama monitoravam o envio da carga de Rondônia para Novo Aripuanã (227 km de Manaus) havia uma semana.
Na sexta-feira, os produtos foram apreendidos em uma região de floresta desabitada às margens do rio Acari (afluente do Madeira), que fica nos limites entre a RDS (Reserva de Desenvolvimento Sustentável) do Juma e uma propriedade de um fazendeiro de Rondônia.
Os produtos químicos estavam escondidos debaixo de uma lona. Na carga, foram identificados os agrotóxicos 2,4 D Amina 72, U46BR, Garlon 480 e óleo mineral. Eles são comercializados legalmente como herbicidas para matar ervas daninhas em plantações de arroz e milho.
O nome do fazendeiro, que já foi multado por desmatar floresta nativa em outra ocasião, está sob sigilo devido às investigações do novo crime ambiental. A multa pode chegar a R$ 2 milhões.
Reis afirma que os fiscais encontraram uma pista de pouso na fazenda, de onde partiria um avião pulverizador para jogar os agrotóxicos sobre a floresta.
Queimadas - Ainda de acordo com o superintendente, após a pulverização as árvores que têm valor comercial são derrubadas com motosserras. “Depois, eles fazem queimadas para limpar o terreno. No lugar da floresta, o fazendeiro iria criar um grande pasto.”
Segundo o agrônomo e pesquisador do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) Hiroshi Noda, ao serem lançados sobre a floresta, os agrotóxicos contaminam solo, lençóis freáticos, animais e seres humanos.
“Eles causam uma reação química no metabolismo das árvores, provocando seu colapso imediato”, disse.
Noda afirmou que, meses após a pulverização dos agrotóxicos, a terra pode ser utilizada para pastagens.(Fonte: Kátia Brasil/ Folha.com)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Napolitanos voltam a incendiar o lixo em protesto contra o acúmulo de resíduos!


Manifestantes atearam fogo ontem às pilhas de lixo que voltaram a tomar conta das ruas de Nápoles, no sul da Itália, e outras cidades da região. Os bombeiros apagaram ao menos 65 focos de incêndio até a madrugada de ontem. Os napolitanos ainda obstruíram vias com os resíduos. Segundo as autoridades, cerca de 2,3 mil toneladas de resíduos se acumulam nas ruas. Para o prefeito de Nápoles, Luigi de Magistris, os problemas sanitários estão relacionados com a política - já que ele faz oposição ao premiê Silvio Berlusconi - e com Camorra, a máfia napolitana, que controlaria a coleta na região. Magistris quer que policiais armados escoltem os caminhões de lixo para regularizar a situação. 
O Estado de S.Paulo


terça-feira, 21 de junho de 2011

Intoxicações por metais pesados provocam protestos na China.


As intoxicações por metais pesados produzidos pelas fábricas alimentam as revoltas em uma sociedade cada vez mais crítica com a gestão do Governo.
A reportagem é de José Reinoso e está publicada no jornal espanhol El País, 16-06-2011. A tradução é do Cepat.
Os escândalos devidos ao envenenamento por chumbo se multiplicam na China, apesar do compromisso público do Governo para acabar com eles, e se converteram em um novo foco de instabilidade social no país asiático, onde os Governos locais com frequência ocultam as intoxicações.
Mais de 600 pessoas acusaram níveis altos, e em muitos casos perigosos, do metal pesado no sangue da população de Yangxunqiao (província costeira de Zhejiang), segundo informou esta semana a imprensa chinesa. As vítimas são trabalhadores de fábricas que produzem papel de estanho e alguns de seus filhos; 26 adultos e 103 crianças ficaram gravemente envenenados.
Trata-se do último caso de um problema que afeta muitas populações na China, onde vivem com frequência a poucos metros de indústrias com condições de segurança de trabalho mínimas e oficinas que competem entre si para produzir pelo custo mais baixo.
O escândalo se soma aos registrados nos últimos meses nesta e em outras províncias da China, onde o rápido crescimento da economia, a corrida atrás do lucro rápido, a lassidão dos controles e a corrupção causaram sérios problemas ambientais que, frequentemente, desembocam em explosões de violência por parte dos afetados.
Milhões de crianças se intoxicaram com chumbo em todo o país, segundo assegura a organização de direitos humanos Human Rights Watch (HRW), com sede em Nova York, em um informe publicado na quarta-feira e no qual afirma também que os funcionários locais minimizam sistematicamente os perigos do chumbo e negam o direito dos possíveis afetados fazerem análises médicas, para ocultar o problema.
O Governo está fazendo uma campanha contra a contaminação por metais pesados. Centenas de fábricas de baterias de chumbo e ácido foram fechadas em Zheijiang, depois que a imprensa oficial publicou casos de intoxicação. O Ministério do Meio Ambiente pediu ações urgentes, já que os envenenamentos criaram grande ressentimento entre a população.
Pequim vê com grande preocupação qualquer foco de protestos, especialmente desde que no começo do ano explodiu no norte da África uma onda de revoluções populares, que se estendeu depois ao Oriente Médio, demandando justiça social e democracia. Mas muitas vezes é incapaz de cumprir seus compromissos públicos com investimentos ou o desejo político necessários para fazer com que sejam cumpridos, já que os funcionários locais dão prioridade ao crescimento econômico e aos lucros antes que à proteção ambiental.
Nas cerca de 500 entrevistas realizadas com pais e parentes em províncias como Hunan, Henan, Yunnan, e Shaanxi, a HRW constatou que as autoridades tentavam silenciar continuamente aqueles que queriam falar ou pedir ajuda. Muitas famílias afetadas asseguraram que eram impedidas de fazerem exames para detectar os níveis de chumbo no sangue, negavam o acesso aos resultados dos exames ou lhes entregavam dados aparentemente maquiados. “Quero saber como meu filho ficou doente, mas não posso confiar nos resultados do exame”, conta uma mulher de Hunan no informe. “Pais, jornalistas e ativistas que se atrevem a falar sobre o chumbo são presos, perseguidos, e, em última instância, silenciados”, escreve Joe Amon, diretor de saúde e direitos humanos na organização não governamental. Alguns pais afirmam que depois que seus filhos apresentaram níveis perigosos de chumbo no sangue, os médicos só lhes disseram que lhes dessem leite e outros alimentos, como maças ou alho.
O clima de segredo das autoridades recorda o escândalo do contágio de AIDS pela venda de sangue contaminado no final da década de 1990, que afetou dezenas – ou centenas, segundo as fontes – de milhares de pessoas, e a epidemia de SARS [Síndrome Respiratória Aguda Grave], em 2003.
A China é o maior produtor e consumidor mundial de chumbo refinado. Embora a proibição da gasolina com este metal no final dos anos 1990 tenha ajudado a reduzir uma das maiores fontes de envenenamento, o progresso do país e o auge na produção de carros, bicicletas elétricas e aparelhos eletrônicos disparou a demanda de baterias. Cerca de 75% da produção mundial de chumbo é destinada a baterias.
A contaminação por chumbo – que frequentemente se dá pouco a pouco, devido a uma exposição continuada a pequenas quantidades – pode causar graves lesões ao corpo, inclusive ao cérebro, rins e aos sistemas muscular, nervoso e reprodutivo. As crianças são muito sensíveis ao metal porque absorvem até a metade da quantidade a que estão expostas, e podem apresentar problemas de crescimento e de desenvolvimento do cérebro, por vezes irreversíveis. Uma circunstância muito delicada na China, onde a saúde é paga e impera a política do filho único.
Em maio passado, as autoridades de Zhejiang prenderam 74 pessoas e suspenderam a atividade de centenas de fábricas depois que 172 pessoas – entre elas, 53 crianças – adoeceram devido ao chumbo. Em outubro de 2009, manifestantes irritados quebraram caminhões e cercas de uma fundição depois que se tornou público que exames de detecção do metal em mais de 600 crianças haviam dado positivo.
(Ecodebate, 21/06/2011) publicado pelo IHU On-line, parceiro estratégico do EcoDebate na socialização da informação.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Apareceu o Margarido!


No ano passado os seguidores deste Blog puderam testemunhar a reviravolta na escolha do Estádio para a abertura da Copa do Mundo em São Paulo para o ano de 2014. O famoso Piritubão não saiu do papel pois a área de 5 milhões de metros quadrados está contaminada. 

Fervor agora está do outro lado da cidade com o Itaquerão cheio de problemas. Aqueles que acompanham Pirituba e o sonhado Centro de Convenções assistem as movimentações da administração municipal e do setor privado repletos de indagações.

Aloisio Margarido, representante do Comissariado da Odebrecht fez nesta semana turismo social. Atravessou o rio Tietê e planou na Associação Comercial de Pirituba para apresentar aquilo que Dadá Maravilha chamava de solucionática! A problemática nosotros já sabemos: passivo ambiental da área do futuro Centro de Convenções.

Margarido não para no ar como Dadá Maravilha. Porém suas palavras ficaram no ar durante sua inserção na periferia. O Comissário Margarido afirmou que são R$16 milhões para descontaminar a área condenada pela Cetesb. Os devotos de São Tomé já começam divergir de seu contaminante pronunciamento. Os fiéis já preparam a romaria, pois milagres na operação do Comissário não existem. 

Se miséria pouca é bobagem, o Comissário ainda anunciou alça de acesso ao futuro Centro passará pela cabeça dos moradores do aprazível bairro do City Pinheirinho colocando fim ao sossego dos tranquilos moradores.

Não há nesta ou em outra imaginática, tamanha fantasia com os trocados que o Comissário da Odebrecht pretende investir na periferia.
Edson Domingues


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Vazamento de cloro em petroquímica da Braskem intoxica 152 pessoas em Maceió.


Um grande vazamento de cloro na sede da empresa petroquímica Braskem, no bairro do Ponta da Barra, em Maceió, causou uma nuvem de fumaça tóxica na noite deste sábado (21) e levou 152 pessoas a buscar e superlotar o atendimento nos principais hospitais de urgência e emergência de Alagoas. Dessas, 22 eram crianças. Apenas uma pessoa segue internada.
Em nota, a empresa confirmou que houve vazamento às 19h38, sendo contido às 20h15. A princípio, moradores afirmaram ter ouvido a explosão, seguida de uma nuvem de fumaça branca.O acidente paralisou a produção industrial do setor 225, responsável pela compressão do vapor do cloro. Reportagem de Aliny Gama e Carlos Madeiro, no UOL Notícias.
A empresa não soube explicar o motivo do acidente, mas neste domingo técnicos de outros Estados já chegaram a Maceió e começaram a analisar as causas do vazamento, que causou pânico aos moradores da região e deslocou todas as unidades de atendimento do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do Corpo de Bombeiros da capital alagoana para remoção de pacientes.
Devido à proximidade, a população da região é treinada para agir em caso de acidente. Logo após o vazamento, a sirene de alerta tocou, mas as pessoas que estavam na praça Pingo D’Água, a maior do bairro, foram as mais atingidas, já que a empresa fica a menos de 1 km do local. Houve correria dos moradores, que tentaram a todo custo se proteger da fumaça.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, 130 pessoas foram atendidas com problemas causados por intoxicação no Hospital Geral do Estado, mas 129 já haviam sido liberados na manhã deste domingo. Apenas Fernando Aquino, 50, segue internado na Unidade de Terapia Intensiva, mas a informação é de que esse paciente já tinha problemas respiratórios, que podem –ou não– ter sido agravados com a nuvem tóxica.
Dos 130 pacientes, 30 apresentaram os sintomas mais preocupantes e precisaram ficar em observação, mas passam bem. Já 22 crianças foram atendidas na clínica Dayse Breda na noite deste sábado, também em Maceió, mas receberam alta médica.
“Multa pesada”
O IMA (Instituto do Meio Ambiente de Alagoas) informou que vai investigar o caso, e a empresa deve receber uma “multa pesada”. O órgão abriu um processo administrativo para apurar as causas do acidente.
De acordo com o diretor técnico do IMA, Ricardo Cesar Barros, o instituto está analisando o grau dos danos causados pelo acidente para estipular a multa. “Estamos aguardando um relatório que está sendo elaborado por técnicos da Braskem, que vai ser entregue ainda hoje, para reunirmos com o departamento jurídico do IMA e estipularmos a multa. Garanto que vai ser uma multa pesada. Vamos ficar no encalço da empresa, fiscalizando tudo”, disse.
Ele explicou que logo após o acidente, os técnicos do IMA fizeram uma inspeção de campo para fazer os primeiros levantamentos do que houve. “A nuvem de gás de cloro ficou dissipada no ar às 20h15, tempo de afetar dezenas de pessoas da comunidade, principalmente crianças. Os ventos não contribuíram para que a nuvem fosse embora logo e afetou as pessoas. Nesta segunda-feira, o IMA irá fazer coleta de qualidade da água na região da lagoa Mundaú para saber se ela também foi afetada.
A região e a empresa
A região do Pontal da Barra fica entre o mar e a lagoa Mundaú e é composta por pescadores e artesãs. O bairro é um dos pontos turísticos da capital alagoana, partida do tradicional passeio das nove ilhas, além de tradicionais restaurantes com cozinha especializada em frutos do mar.
A Braskem se instalou nos anos 1970 em Maceió para ser uma indústria de produção cloroquímica. Inicialmente, instalada à beira mar da área então nobre de Maceió, a empresa tinha o nome de Salgema. À época da instalação, ambientalistas protestaram contra a implantação da empresa em área de expansão urbana da cidade e a menos de 5 km do centro da capital, mas foram vencidos pelo argumento de que a instalação de um polo geraria milhares de empregos – o que nunca se concretizou.
Por conta da instalação da empresa, imóveis da região sul da capital desvalorizaram, e muitos moradores deixaram a área, hoje ocupada por famílias pobres. Nos anos 1990, a empresa mudou de donos e de nome. Atualmente, a Braskem é hoje a maior produtora de resinas termoplásticas da América, com 31 plantas industriais no Brasil e nos Estados Unidos.
EcoDebate, 23/05/2011

Carga de urânio chega às instalações da INB em Caetité/BA


A carga de urânio que havia sido bloqueada pela população de Caetité (624 km de Salvador) no domingo (15) foi transportada, na madrugada desta sexta-feira (20) até as instalações da INB (Indústrias Nucleares do Brasil) na cidade.
Na quinta-feira (19), a Polícia Militar da Bahia destacou 160 homens para acompanhar o desfecho do impasse. Havia temor de que manifestantes tentassem bloquear novamente as nove carretas que transportavam a carga. Não houve conflito.
Por um acordo celebrado entre a estatal, ambientalistas e a administração municipal, a carga permanecerá lacrada nas instalações da INB, no distrito de Maniaçu, até que “sejam satisfeitos todos os requisitos de segurança dos trabalhadores da INB e do meio ambiente”.
Um representante do Greenpeance, enviado à cidade, disse na terça-feira (17) estar preocupado com a segurança da carga, que ficou armazenada a céu aberto, em local inadequado. O Ministério Público Federal também pediu ontem esclarecimentos à INB sobre o conteúdo da carga. (Fonte: Pedro Leal Fonseca/ Folha.com)